Voltei a mim mesma.
Cansei de tentar o auto-controle. Minha natureza é tagarela, não gosta de esconde esconde e é impulsiva, fazer o que?
Seguindo a mesma linha de raciocínio pensando em mim mesma e em personalidades, redescobri como é difícil se definir com clareza, ser totalmente sincero e não mascarar nada, não mudar nenhum sentido do desejo substituindo palavras, sem fingir pudor e não ser um pouco hipócrita.
Não é que eu odeie, mas eu não gosto do comum, nem do previsível.
Num relacionamento, principalmente antes ou no início dele esqueçam flores, ursos de pelúcia, chocolate, cinema. Na boa? Acho tudo isso nada a ver, sem graça e sem sentido.
Ahhh, pelo amor de Deus, matem o diminutivo. Não existe nada pior do que conversar com alguém que diz: carinha, amorzinho, cabelinho, boquinha, roupinha (que não seja de neném) e uma coleção de inhos e inhas.
Não suporto regras, mas sigo uma: ESQUEÇAM AS REGRAS.
Isso não é forçar ser diferente é simplesmente não forçar ser o que você não é por causa do que os outros vão pensar, falar, ver e imaginar. Se você estiver feliz com sua personalidade não há sentido em mudar.
Nessa auto-análise de mim mesma eu me surpreendi em enxergar quem eu sou de verdade. Eu sou o lado errado da sociedade politicamente correta. Já pequei por mil vidas nos olhos dessas pessoas. Eu sou mulher, bebo, não vou casar virgem (e nunca quis que fosse), falo palavrão, passei longe na fila do corpo perfeito, acho romance água com açúcar super enjoativo, tenho preguiça de gente certinha, não vou a igreja ( e mesmo assim acreditem, eu acredito em Deus), não gosto de falar de religião e não acha que nada disso seja negativo.
Toda essa micro revolta é só porque venho me alimentando de Jay Vaquer nos últimos dias. Essa é a verdade. Ele é o cara que cantando me faz sentir liberta de todos os rótulos do mundo, totalmente livre.
Cara, alguém sabem quem é Jay Vaquer aqui? Eu digo.
Jay Vaquer é um cantor.
Não,não não... Jay Vaquer é o meu gênio, minha droga, meu arrepio, a imagem de mim mesma no espelho desse mundo maluco.
Ele interpretou “Pode Agradecer “, me seduziu, me enfraqueceu as pernas, esquentou meu eu e me revelou nas letras e interpretações dele.
O 'estranho' nisso é que ele tem uma interpretação louca, uma letra invasiva, talvez violenta, cruel quem sabe e mesmo assim eu me sinto completamente feliz e achada.
As músicas do Jay (íntimo?) são entorpecentes, excitantes, quentes, carnais e mais um monte de bombas super explosivas. Me faz entrar e sair de mim no mesmo instante, assumir meus desejos, minhas verdades, a coragem escondida, o pudor de mentira. Me liberta das algemas, me faz sentir viva, sentir o arrepio, abusar da imaginação, ultrapassar o além, desmascarar a alma e me vestir de coragem.
É impressionante como as letras dele me entregam.
Quem parar pra prestar atenção nas letras dele, principalmente nas minhas preferidas, talvez se assuste.
Quem não me conhece vai me chamar de demônio e talvez minha mãe diga que eu não sou normal.
NORMAL. Tá tranquilo, fujo do antigamente, eu vivo o hoje.
Não é fácil ser quem gosta do que pode dar vergonha, do que é chocante, talvez feio, sujo e errado.
Leva um tempo. Ao menos uma vez na vida a gente para e pensa: será que eu estou errada?? Sera que eu tenho que mudar???
Bom, quando você estiver fazendo realmente mal a alguém ou a você mesmo acredite, é hora de mudar.
Fora isso, não abra mão nunca de ser quem você é.
Ninguém é obrigado a te aceitar, mas te respeitar é fundamental.
-
Não te interessa mas eu vou fazer um Top 10 das minhas preferidas do Jay meeesmo assim. hahahaha
1. Pode Agradecer
2. A Falta Que a Falta Faz
3. Me Tira Daqui
4. Cotidiano de um Casal Feliz
5. Por Nada e Por Ninguém
6. Campo Minado
7. Idade se eu Quiser
8. Foi no mês que vem
9. Estrela de um céu nublado
10. Tal do amor (8 e 80)
Nenhum comentário:
Postar um comentário