quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente.
Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias - verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.
Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.
Não conheço strip-tease mais sedutor."
O texto acima é da Martha Medeiros. A primeira vez o li num fotolog da vida.
Acho o texto maravilhoso.
Nesses últimos dias ando relendo muitos textos bons, vivendo a nostalgia de bons momentos, fazendo uma limpeza na alma... aquela boa e velha análise de fim de ano, promessas pro ano que está chegando.
É incrível como tantas vezes somos previsíveis. Ou não.... vai saber se aquele alguém que você pensou que tinha sumido porque não mantinha amizade, é simplesmente alguém que te conhece e gosta de você de verdade.
É preciso valorizar o velhos e novos seres... os bons, no entanto.
Saber lapidar o ciclo de confiança e sorrisos, não poupar carinho e brilho nos olhos.
A cada ano que passa, mais rápido eles passam e se não soubermos aproveitar estamos perdendo tempo.
O ano novo está chegando e o que aconteceu de bo no ano velho?
Provavelmente vamos pensar em tudo que for material que conquistamos primeiro.
O bom é viver a saúde, o amor e os sorrisos trocados.
Saber se fizemos o bem ao próximo, a alguém que não tem a saúde e as condições que nós temos.
Se confortamos de algum modo o sofrimento do outro, que não tem ninguém, nem família, nem calçado, comida, calor.
Antes de reclamar e pedir, pausa para uma nova análise de vida.
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Hoje o sol tá lindo, estamos no meio da semana e muita coisa boa está por vir.
Fim de ano costuma me deixar mais sensível. Que bom.
Missa da Cura e Libertação mais tarde, quero ir.
Beijo beijo,
Shiawasse

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