quinta-feira, 24 de setembro de 2009

' ... os sonhos, que podem transformar o rumo da história...

Ah, que saudade disso aqui.
Desse momento escurinho, músicas relaxantes, boas palavras com boas melodias...
Um momento pra pensar, pra sentir a brisa, ver as estrelas e tentar dissolver tantas reticências e interrogações do pensamento.
Falta-me só, papel e lápis. [Podem acreditar, pra quem gosta de escrever é verdadeiramente melhor e mais suave].

Venho sentindo uma forte necessidade de escrever sobre tudo que me faz pensar demais. São tantas coisas, tantos assuntos, que por um tempo cheguei a achar que tudo iria se misturar nessas linhas e linhas cheias de palavras e pedido de ‘socorro’ onde nem eu mesma conseguiria entender depois.
Mas, não me custa tentar não bagunçar demais.

É que as palavras pedem liberdade.

Eu quero e preciso mudar algumas coisas.
Sinto vontade de fazer tantas coisas que estão ao meu alcance, mas acho que o que me ‘impede’ é simplesmente o ‘depois’.
‘Um dia, amanhã quem sabe, depois...’ eu faço, eu leio, eu tento, eu oro, eu como... isso existe?
É, existe, mas não deveria.
Cadê minha determinação, minha fome de conseguir o que eu quero? Ou será que eu não quero?
Enfim, são muitas perguntas.
Podia agora estar a fazer outra coisa que eu acho que quero e não faço. [pausa, hããã?]

Ahhhhhhh não.
CHEGA.
Que loucura isso tudo.

Quero livros, quero frio, pessoas novas,velhos amigos,
Também chocolate quente, jazz e MPB.
Quero cachoeiras, roupas largas, ruas estreitas, cachorro correndo, grama, queijos e vinhos.
Quem sabe uma lareira, jogos antigos, pijamas coloridos com desenhos de TV da minha infância.
Mascar mini chiclets, me deliciar com um Toblerone comprado na padaria ou uma xaxá de abacaxi.
Quero sorvete e sorriso,
Flores e cores,
Som e silêncio
E tanto mais,
Mas jamais sozinha.

Quero desapego do brilho forçado.
Desapego do salto, maquiagem, das bolsas combinando com a sandália ou com os demais acessórios.
Desapego da chapinha, escova e reparador de pontas.
Aquele celular chato que só toca pra tirar a gente de casa, marcar a próxima balada que vai me fazer perder a noite ouvindo as mesmas músicas vendo as mesmas pessoas da semana passada.
Depois, quando o dia chegar, eu vou estar dormindo perdendo a beleza do sol, provavelmente de ressaca até a noite chegar e começar tudo outra vez.
Não muda nada além das roupas.
Até o lugar é o mesmo.

Não se tem mais vida diurna nas belezas naturais que Deus nos deu.
Vivemos quase que em bando, em função da maioria, seguindo regras que vão se firmando a cada vez que você não resiste e acaba fazendo o mesmo que todo mundo.

Tudo isso faz me sentir tão pouco, fraca, pobre... tão comum.

Me falta determinação pra ser mais eu mesma. [Coragem talvez? Na verdade, um empurrãozinho de disposição.]
Um pouco de grana pra fazer certas coisas, confesso... Assim como eu seria rica se não saísse tanto pra nada com tanta freqüência.

Nessas horas de tantas vontades e pensamentos perdidos até a criatividade fica em pausa.


No interior de um corpo longe de ser perfeito existe um coração cheio de lágrimas e saudade.
Lágrimas de saudade, melhor dizendo.
De saudade, orgulho, alegria, esperança, sonhos... e é tão bom.
Mesmo achando que tudo dito me faz sentir mais sensível e que a sensibilidade por conseqüência mais pensativa.

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Nas crises sempre me cai a ficha para algumas coisas.
Como por exemplo, ser grata as maravilhas que fazem parte da minha vida.
Minha família, minha educação, minhas lembranças, minha saúde,
Meus tantos colegas, poucos amigos, ensinamentos adquiridos e transmitidos.

Pensando bem, o que me falta???



Resumindo, essa pessoa parece cansada.
EU pareço querer viver coisas novas pra sentir saudade de viver o meu presente que um dia será passado.
Conhecer pessoas ‘melhores e piores’ que eu conheci até hoje.
Também preciso me apaixonar de novo, viver mais uma vez a paquera, a dor do que não deu certo, a reconciliação, o amor que me faz crer que será pra sempre.

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Caí na rotina que me faz viver metade nostalgia e metade amanhã.
Pensar me faz perceber o quanto sou rica.
Querer mais é bom quando se reconhece que temos muitas vezes mais do que realmente merecemos.

Quero viver calmaria por alguns dias e voltar melhor do que eu já fui meia hora atrás.

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