
Ser mãe vai além da beleza e da emoção que a gente vê na tv.
Ser mãe é mais que chorar junto quando você neném, chora com cólicas.
A minha é uma baixinha geniosa, adora gritar, nunca quer discutir nenhum assunto e quando por milagre inicia-se um diálogo ele nunca acaba antes de gritaria e agressões.
Mesmo assim eu sei que ela fica pra morrer quando acorda as 6:00 da manhã em plena sexta-feira e não me encontra na cama.
Não, ela não me liga.
Ela me espera chegar em casa, me olha cheia de raiva e passamos dias e até semanas sem uma olhar na cara da outra.
Afinal, nada aconteceu. Enquanto eu tava na farra em algum lugar ela se perguntava acordada na cama aonde eu poderia estar uma hora daquela.
Chego com as sandálias nas mãos, sem maquiagem, preguenta... enfim, acabada pós balada.
Tudo isso e meus irmãos tomando café pra ir pra escola.
Realmente, não é normal.
E se tornou normal porque acontece com a maioria dos meus amigos, não era pra ser.
Uma vez ou outra, quando a festa vale a pena, que a gente vai ver o sol nascer na praia tudo bem. Mas era uma rotina que começava na quarta e ia até a segunda.
Não existe isso de prometer que vai mudar. Cada um pensa de um jeito e se o outro não aceita que no mínimo respeite.
Quanto mais tem briga, mas fora de casa dá vontade de ficar. E não é desculpa, é verdade.
Eu tenho vontade de fazer tudo que eu disse no texto anterior.
De viver bem, contar as coisas que acontecem comigo, sem precisar esconder nem mentir, com medo do que você vai dizer.
Me sentir realmente bem, em casa, em família, feliz.
Poder dar quantos abraços que eu quiser, sem vergonha e comemorar.
Tem muito de você em mim e muita coisa boa.
Acho que você sabe, senão vai descobrir.
Eu te amo mãe, muito.
* Vó linda. Te amo te amo.
Continua me olhando. s2
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